O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. (Martin Luther King)
Tenho perguntas que há muito me incomodam, e para as quais encontrei respostas tão claras que me é impossível crer que seja o único que as possui. Porém, se outros como eu compartilham dessas mesmas respostas, por que não temos a capacidade de colocar em prática nosso conhecimento teórico ?
Vejo movimentos organizados se manifestando de forma muitas vezes violenta diante das câmeras de televisão. Movimentos, por exemplo, que reivindicam posse de terras (muitas das quais já possuem proprietários). Os manifestantes invadem essas terras, por vezes destroem sua estrutura, fazem acordos com o governo obtendo benesses (outras terras ou a mesma que foi invadida), e desaparecem por algum tempo. Nova invasão ocorre então.
Vejo militantes de partidos políticos aplaudindo líderes que, ou foram ou ainda estão no banco dos réus. Invariavelmente são acusados de corrupção, de favorecimento dos que lhes pagam propinas, de desvio de dinheiro público (o dinheiro que os trabalhadores e os empresários pagam aos cofres do governo). São aplaudidos por sua torcida organizada.
Vejo um país com uma infra-estrutura pobre. Estradas federais mais parecem área de bombardeio da segunda grande guerra. Pessoas morrem esperando atendimento em hospitais da rede pública. Vejo a população se trancando em casa durante a noite, com medo de sair às ruas pela falta de segurança. Sistema de transporte aéreo precário. O transporte ferroviário é praticamente inexistente. A educação básica oferecida pelos governos beira a mediocridade, onde professores têm medo de seus alunos.
Vejo sucessivos governos batendo recordes de arrecadação. Essa arrecadação só sai do bolso dos que trabalham, dos que empregam e dos que produzem. Mas estes, por estarem muito ocupados empregando, trabalhando ou produzindo, não tem tempo de reivindicar nada. Assistem aos constantes aumentos de impostos como se fosse um teatro.
Será que os empresários, em união com os trabalhadores, não sabem o poder que possuem ? Se são eles que pagam (e pagam muito) pela infra-estrutura que deveria existir no país, como podem aceitar o caos nos sistemas de transportes, na educação, na saúde pública ? Não dizem nada ?
Se um ladrão bate nossas carteiras na rua, vamos até uma delegacia reclamar o que nos foi subtraído, mas quando nos descontam em folha de pagamento muito mais do que nos levou o ladrão de carteiras e desaparecem com o dinheiro, fingimos que não vimos.
Quando movimentos se organizam para reclamar, poucos aderem. A imensa maioria prefere torcer pelos outros do que ser ativo em busca de seus ideais.
Vejo o país em rumo a uma nova luta de classes, onde os mais pobres, levados por um discurso inflamado de seu líder maior, consideram a classe média sua inimiga lhe atribuindo o título de “elite”.
Vejo o governo muito preocupado em “dar o peixe”. Por certo a quantidade de peixes distribuídos assegura uma reeleição. Já aqueles que sabem pescar, têm seus peixes tomados pelo governo para a distribuição.
Tenho perguntas que há muito me incomodam, e para as quais encontrei respostas tão claras que me é impossível crer que seja o único que as possui. Porém, se outros como eu compartilham dessas mesmas respostas, por que não temos a capacidade de colocar em prática nosso conhecimento teórico ?
Vejo movimentos organizados se manifestando de forma muitas vezes violenta diante das câmeras de televisão. Movimentos, por exemplo, que reivindicam posse de terras (muitas das quais já possuem proprietários). Os manifestantes invadem essas terras, por vezes destroem sua estrutura, fazem acordos com o governo obtendo benesses (outras terras ou a mesma que foi invadida), e desaparecem por algum tempo. Nova invasão ocorre então.
Vejo militantes de partidos políticos aplaudindo líderes que, ou foram ou ainda estão no banco dos réus. Invariavelmente são acusados de corrupção, de favorecimento dos que lhes pagam propinas, de desvio de dinheiro público (o dinheiro que os trabalhadores e os empresários pagam aos cofres do governo). São aplaudidos por sua torcida organizada.
Vejo um país com uma infra-estrutura pobre. Estradas federais mais parecem área de bombardeio da segunda grande guerra. Pessoas morrem esperando atendimento em hospitais da rede pública. Vejo a população se trancando em casa durante a noite, com medo de sair às ruas pela falta de segurança. Sistema de transporte aéreo precário. O transporte ferroviário é praticamente inexistente. A educação básica oferecida pelos governos beira a mediocridade, onde professores têm medo de seus alunos.
Vejo sucessivos governos batendo recordes de arrecadação. Essa arrecadação só sai do bolso dos que trabalham, dos que empregam e dos que produzem. Mas estes, por estarem muito ocupados empregando, trabalhando ou produzindo, não tem tempo de reivindicar nada. Assistem aos constantes aumentos de impostos como se fosse um teatro.
Será que os empresários, em união com os trabalhadores, não sabem o poder que possuem ? Se são eles que pagam (e pagam muito) pela infra-estrutura que deveria existir no país, como podem aceitar o caos nos sistemas de transportes, na educação, na saúde pública ? Não dizem nada ?
Se um ladrão bate nossas carteiras na rua, vamos até uma delegacia reclamar o que nos foi subtraído, mas quando nos descontam em folha de pagamento muito mais do que nos levou o ladrão de carteiras e desaparecem com o dinheiro, fingimos que não vimos.
Quando movimentos se organizam para reclamar, poucos aderem. A imensa maioria prefere torcer pelos outros do que ser ativo em busca de seus ideais.
Vejo o país em rumo a uma nova luta de classes, onde os mais pobres, levados por um discurso inflamado de seu líder maior, consideram a classe média sua inimiga lhe atribuindo o título de “elite”.
Vejo o governo muito preocupado em “dar o peixe”. Por certo a quantidade de peixes distribuídos assegura uma reeleição. Já aqueles que sabem pescar, têm seus peixes tomados pelo governo para a distribuição.
Não vejo o governo ensinar a arte de pescar. Afinal, se todos souberem pescar, quem vai precisar de um governo que só sabe distribuir peixes ?
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